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Não pode ser mais uma tragédia…

É com muita consternação que assistimos, nos noticiários, à tamanha violência e barbárie dentro de uma instituição de ensino.

Toda a tragédia ocorrida nos faz refletir sobre inúmeros fatores. E faz com que nós, família e escola, possamos repensar sobre como verificar sinais e sintomas de anormalidades psíquicas podem acarretar comportamentos extremos que furtam, precocemente, a vida de pessoas inocentes.

Desde 1999, quando ocorreu o histórico massacre em Columbine, EUA, debate-se como prevenir essa tristeza que chega em proporção gigantesca. A partir daí, começou a se pensar sobre bullying e comportamentos agressivos na escola e fora dela. Mas tudo isso deve ter um olhar multifatorial. Não existe um culpado, o fato é que temos jovens inteligentes, atualizados, mas que não sabem canalizar sentimentos, não pedem ajuda e, como num jogo violento de guerra, tiram vidas de inocentes.

Jovens estão à mercê de alguns programas sem qualidade, na mídia, que não lhes acrescentam nada intelectualmente. A escola tem um papel socioemocional importante, já que os estudantes interagem, nesse ambiente, por muitas horas. Nela, comemoram vitórias, vivem insucessos e isso é normal na vida humana. Podemos, sim, ajudar as famílias nesta tarefa de incentivar os jovens a nomear emoções, saber os próprios valores, compartilhar conflitos com profissionais e educadores experientes, os quais promovem uma escuta e os auxiliam na formação global. Por outro lado, ela, por si só, não é suficiente. A família precisa ter um olhar atento, de forma permanente, para conseguir detectar um distanciamento emocional, tempo excessivo em sites e jogos improdutivos, baixa tolerância à frustração, ansiedade, depressão ou falta de perspectiva de futuro. E não é um simples clichê: o diálogo constante é essencial para a qualidade dessa relação.

Não é mais uma tragédia lamentável para colecionarmos, é o grito, um sequestro emocional, um pedido de ajuda. Se não orientarmos, não debatermos, se tamparmos os nossos ouvidos para o que os adolescentes verbalizam, ou não, se não os ajudarmos a compreender o que sentem, o que vivem, estaremos propensos a notícias tristes, chocantes, como na Escola Raul Brasil. Portanto, que seja um momento de pararmos e olharmos para as crianças e adolescentes com muito carinho e genuína atenção. O nosso futuro depende deles, de uma formação correta, ética e com afetividade.

Psicóloga Tatiana Sessa

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